Nem bem começamos o ano e já ouvimos pessoas dizendo: “estou com apertura no peito; estou com a respiração curta”. Hoje vamos dar a esse estado emocional o nome de fadiga. O dicionário Aurélio diz que fadiga é a diminuição gradual da resistência por efeito das solicitações repetidas, ou opressões da vida.

E já sabemos que a fadiga fere as cordas vocais, enrijece os pulmões e desanda o coração. Ela é fruto dos conflitos pessoais, dos medos, do cultivo da raiva, do ódio, das desilusões e dos fracassos.

A repetição dessas dificuldades e problemas nos esgotam e podem tornar a vida insuportável. De repente não conseguimos mais sorrir, dar uma gargalhada e nem protestar… Não sabemos mais dizer uma boa palavra, nem falar de sonhos e esperança. Sempre nos pegamos reclamando, choramingando ou falando de raiva, problemas, perdas, dores e sofrimentos. Dizem que essa é a doença do século que começa na alma e depois pode passar para o corpo.

Quando a fadiga toma conta não tem herói, não tem valentão, nem pessoa com saúde de ferro. A pessoa terá que assumir logo que precisa de ajuda externa, porque mergulhou nas trevas absolutas. Alguém precisa mostrar ao fadigado que há uma luz no fim do túnel e que não é a luz do trem vindo ao seu encontro para o atropelar. Essa ajuda pode vir de uma pessoa amiga, do pastor, dos irmãos da Igreja e, na maioria dos casos, de um profissional da área.

A Igreja pode ajudar, é chegada a hora de praticar o versículo que diz: “Levai as cargas uns dos outros e, assim cumprireis a lei de Cristo” (Gal.6:2).

Todos nós devemos nos prevenir contra a fadiga. Não podemos permitir que a vida se torne uma batalha interminável. Nas lutas do dia a dia precisamos aprender a dividir as nossas cargas e, de quando em quando, de uma trégua, um descanso, um tempo de paz. E buscar socorro, em Deus, o nosso grande ajudador. “Bendito seja o Senhor, que dia a dia, leva o nosso fardo”. (Sal. 68:19).

E Jesus vai além, se oferece para tomar o nosso pesado fardo de fadigas, de pecados, as nossas doenças da alma, antes que atinjam o nosso corpo, nos leve para a eternidade, e no lugar do fardo pesado, Jesus nos passa seu fardo que é leve. (Mateus11:29,30).

Alguns acham um fardo pesado demais seguir a Jesus Cristo, mas pesado mesmo é o nosso fardo de raiva, de inveja, de vícios, de pecados, de falta de perdoar e de perdão. Cuidado! O “encardido”(Diabo) está mentindo quando diz que é difícil seguir a Cristo. É!… O encardido mente, descaradamente, porque ele é o pai da mentira. (João 8:44).

Precisamos sempre da ajuda de Deus e das pessoas que Ele coloca em nosso caminho, para não sermos vencidos por essa inimiga dos tempos modernos, a chamada fadiga.

Rev. Valdomiro Pires de Oliveira